O sol desponta
Ainda que o mar esteja revolto.
| Releitura de um Van Gog |
Olho o dia, lembro da noite
Teu laranja maduro
Ainda entorpece meu corpo
Como o vinho curte a alma.
Mas somos dois pedaços de terra
Que se encontram no horizonte
Mas não se beijam, não se tocam.
Falam de longe uma língua sagrada
Mas que está morta.
Há um vão em nós
Não vemos o mar, não vemos o céu.
E tudo passa
Teu laranja vira alga
Meu azul é misto de ceú e mar
Não sufoco, não me afogo
Quero o sol, a luz que brilha
Aquela que um dia
há de reluzir
Novamente em mim
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