sábado, 1 de fevereiro de 2014

HORIZONTE



O que vejo
Está além do monte.
Além dos sonhos
Além do olhar
Sinto com o corpo
Com o coração pulsar
Com os olhos a piscar
Com a boca a gemer.
Paro diante do monte
E vejo o horizonte
De mim
De nós
Ele é verde sim
Como a esperança
Criança ainda a brincar.
Nesse corpo que é meu
Que derrapa e treme
E endurece, enfurece
Há crianças a brincar
A mente é jovem,  colorida
O corpo precisa do azul
As mãos do vermelho.
Levo teu coração por inteiro
Neste meu pedaço de eu.
Ainda sou teu
Te quero, espero
A vista já não alcança
Apenas nas nuvens, a dança
Das árvores no monte
Estou aqui, nesta fonte
Um desejo de ser mais.

Mas nada que penso
E quero
E sinto
Parece me preencher
Mãos na cintura
Coração na boca
O subir ainda é ingrime
Parece eterno...
Só quero
Que outras mãos me peguem
Tragam o alívio,
ainda que  breve.
Que me guiem, levem
Para um amanhecer
Do outro lado do monte
Do outro lado do ser.

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