segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Galpão do Gaúcho



O gaúcho aí está
Em seu lugar de origem...
O galpão é o mesmo
Mas sobre outro chão.
Já não tem a bombacha
Nem prenda não tem mais.
Mas guarda o chimarrão!
Bebida quente para o frio coração.
Traz as velhas lembranças
Da querência
A dormência, a visão
E no galpão se esconde,
Se revela, enovela
Desejos e planos.
Vai chorar as dores
Os amores, os ardores
Do peito, da alma.
Está tudo como antes
O galpão, no meio do seu nada,
É cantinho de solidão
De pranto, de ilusão
Quer ficar ali, o gaúcho
Mas já não pertence ao rincão.
Traz consigo no peito
O cheiro da terra, do mato
Do fogo de chão, da chaleira
Um tempero que lhe pranteia
Um sabor que incendeia
E faz o corpo gemer.
É dor de gaúcho macho
É dor de velho peão
Que costumava deixar pelo tempo
O sabor da desilusão
Hoje, leva consigo
A marcar o coração...
Nesse galpão, à beira-mar
O gaúcho mantem a esperança
De ter sempre consigo
O colorido do antigamente

A velha paixão, o presente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário